Bem em frente a minha casa a vista para uma árvore,que a anos cresceu ali,não vi quando,creio que até mesmo tenha surgido antes de mim!Ela não está perto,mas também não está longe,eu a vejo daqui de onde estou.
Ano após ano, dia após dia eu a tenho visto,mas neste ano não a vi apenas como sempre de relance, eu a observei intesamente, suas folhas que caíam,seus galhos que envergavam retorcidos,suas então novas folhas que surgiam,formando uma copa viva, os frutos que dela vinham e logo eram consumidos, seu tronco fino e resistente que com o vento balança mas jamais se quebrava,suas folhas verdes que amarelas se tornavam com as estações que passavam, as vezes ela parecia menor outras maior,ate mesmo imensa,era questão de vista perspectiva. Eu a via com ar sóbrio de alegria,ou embebida de tristeza e melancolia, reluzindo com o sol,se banhando em tempestade,mas a árvore, ano após ano dia após dia ainda estava ali,mudava mas sequer saía do lugar. Talvez ela também me observasse,ali do seu canto,do seu lugar,ano após ano assim como ela crescendo, mudando e sobrevivendo a sol e tempestade sem me deixar levar pelo vento,enquanto minhas folhas caíam e novas surgiam enquanto frutos se produziam e se consumiam para durar a dias e dias por mais uma vez em mais uma vida. Devemos ser como árvores,fortes o bastante para sobreviver ao tempo, delicados o bastante para enfeitarmos onde quer que estaremos, e bons o bastante para tirar dos nossos frutos para alimentar aos que tem menos.




